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Principais riscos de segurança em fazendas solares e como evitar paradas e prejuízos

  • Foto do escritor: Guardiam
    Guardiam
  • há 14 horas
  • 5 min de leitura

Fazendas solares costumam nascer com um objetivo claro: gerar energia com previsibilidade. Na prática, porém, a rotina operacional pode ser impactada por um fator frequentemente subestimado: segurança patrimonial aplicada a um ambiente extenso, remoto e com alto valor instalado.



Quando ocorrem furtos, invasões, vandalismo ou falhas de controle de acesso, o prejuízo não se limita ao item levado ou danificado. Em fazendas solares, qualquer incidente tende a gerar indisponibilidade, mobilização emergencial de equipes, atrasos em manutenções e riscos de segurança operacional. Em outras palavras: o problema vira continuidade operacional.


Este artigo reúne os principais riscos de segurança em fazendas solares, os erros mais comuns e medidas práticas para reduzir perdas, aumentar o controle e manter a operação estável, mesmo em cenários de área remota e baixa presença de pessoas.



Por que fazendas solares atraem riscos específicos

Do ponto de vista de quem gerencia operações, fazendas solares combinam três elementos que elevam o risco:


  • Grande perímetro e muitos pontos de acesso possíveis;

  • Ativos de alto valor (cabos, cobre, equipamentos e componentes elétricos);

  • Baixa circulação (principalmente à noite e em fins de semana), o que reduz testemunhas e aumenta o tempo de resposta.

Além disso, a simples ideia de “estar funcionando sozinho” pode levar a um erro: tratar segurança como um item secundário. Em operações críticas, segurança e operação precisam andar juntas.



Principais riscos de segurança em fazendas solares


1) Furto de cabos e cobre (com impacto operacional imediato)

O furto de cabos é um dos incidentes mais críticos porque costuma gerar paradas, falhas em strings, indisponibilidade de setores e riscos elétricos no local. Muitas vezes, a tentativa de retirada causa danos adicionais (cortes, rompimentos, curto-circuito e pontos expostos).


Impactos práticos: perda de geração, custo de reposição, risco de acidentes com equipes, atraso no cronograma de O&M e aumento do tempo de recomissionamento.



2) Invasões e vandalismo

Nem toda invasão tem motivação de furto. Em áreas rurais e remotas, é comum ocorrerem acessos indevidos por curiosos, trilhas, passagem de animais com abertura de cercas, ou vandalismo. A consequência pode ser a quebra de módulos, danos em trackers, violação de abrigos e tentativa de acesso a quadros.


Impactos práticos: custo de reparo, aumento de risco de incêndio/curto, falhas recorrentes e queda de desempenho do parque.



3) Acesso não controlado de terceiros (prestadores, visitantes e entregas)

Um dos riscos silenciosos é o controle frágil de acesso. Em fazendas solares, entram e saem veículos de manutenção, roçagem, limpeza, inspeções e fornecedores. Sem processo, pode ocorrer:


  • entrada fora de horário;

  • pessoas sem autorização;

  • ausência de registro e rastreabilidade;

  • perda de materiais e ferramentas sem identificação clara.

Impactos práticos: dificuldade de apuração de incidentes, brechas para furtos internos/terceiros e aumento de conflitos operacionais entre segurança e O&M.



4) Monitoramento ineficiente (CFTV mal posicionado e sem rotina)

Ter câmeras não significa ter monitoramento. Em perímetros longos, erros comuns incluem pontos cegos, baixa qualidade de imagem à noite, falta de manutenção, gravação sem retenção adequada e ausência de rotina de verificação.


Impactos práticos: incidentes não detectados a tempo, resposta tardia, dificuldade em identificar invasores e repetição do problema.



5) Tempo de resposta alto em áreas remotas

Em regiões afastadas, o intervalo entre o evento e a chegada de apoio pode ser grande. Sem pronta resposta estruturada, uma ocorrência simples pode se tornar um dano maior: invasores têm mais tempo, e a equipe de O&M pode ser acionada para uma situação que não é de manutenção, mas sim de segurança.


Impactos práticos: escalada do prejuízo, riscos às pessoas, interrupção de rotinas e maior exposição do ativo.



Erros mais comuns que aumentam o risco (e como corrigir)


Confiar apenas na cerca e iluminação

Cerca ajuda, mas não resolve sozinha. Em muitos cenários, ela só “marca” o perímetro. Para reduzir incidentes, a barreira física precisa estar integrada a detecção, verificação e resposta.



Operação e segurança trabalhando em silos

Quando O&M e segurança não compartilham rotinas, surgem brechas: acessos sem registro, áreas abertas após manutenção, portões destravados, ausência de checklist e comunicação falha em mudanças de turno e janela de serviço.



Não ter plano de incidentes

Sem um procedimento simples (quem aciona quem, em quanto tempo, quais evidências coletar, como preservar o local), cada ocorrência vira improviso. Isso aumenta o tempo de retomada e dificulta prevenir reincidência.



Boas práticas e soluções aplicáveis (como funcionam na prática)


Segurança Patrimonial com desenho de risco por área

O ponto de partida é tratar o site por zonas: perímetro, acessos, áreas de maior criticidade (abrigos, inversores, subestações, almoxarifado). A partir disso, define-se presença (quando necessária), rondas, pontos de controle e prioridades de proteção.



Monitoramento CFTV orientado a eventos, não apenas a gravação

Em fazendas solares, o CFTV precisa servir para detectar e confirmar ocorrências. Na prática, isso envolve:


  • cobertura de acessos e pontos críticos (portões, vias internas, abrigos);

  • capacidade de visualização noturna compatível com o risco;

  • rotina de verificação de câmeras, gravação e armazenamento;

  • procedimento de acionamento quando houver evento (intrusão, movimentação fora de padrão, violação de cerca).


Pronta Resposta para reduzir tempo de contenção

Em áreas remotas, a diferença entre um susto e um grande prejuízo é o tempo. A pronta resposta atua como camada de contenção: desloca, verifica, preserva o local e apoia decisões rápidas, evitando que equipes de O&M sejam expostas a situações de risco.



Portaria (Virtual ou Presencial) e controle de acesso com rastreabilidade

Mesmo em operações distribuídas, controle de acesso pode ser simples e eficaz. O essencial é registrar quem entra, por quê, em qual horário e por quanto tempo permanece. Isso reduz brechas, melhora a investigação de incidentes e organiza a convivência entre manutenção, fornecedores e segurança.



O&M para usinas solares integrado à segurança operacional

Em fazendas solares, O&M não é só desempenho: é também reduzir condições que favorecem incidentes. Limpeza de módulos, roçagem e manutenção básica ajudam a:


  • manter visibilidade e dificultar aproximação sem detecção;

  • evitar esconderijos e pontos de acesso facilitado;

  • reduzir riscos de falhas e acionamentos emergenciais;

  • padronizar rotinas e janelas de serviço, diminuindo circulação desorganizada.


Aplicação prática no contexto empresarial (além do setor solar)

Os mesmos princípios usados para segurança em fazendas solares se aplicam a indústrias, centros logísticos, galpões, operações rurais e áreas remotas: proteger perímetro, controlar acesso, monitorar pontos críticos e reduzir tempo de resposta.


Na prática, o que muda é o desenho da operação. Em um galpão, o foco pode ser docas e fluxo de caminhões (portaria e CFTV). Em uma área rural, pode ser perímetro e vias de acesso (rondas e pronta resposta). Em operações críticas, a integração entre segurança patrimonial e continuidade operacional é o que sustenta previsibilidade.



Benefícios para a empresa: segurança que sustenta continuidade

  • Mais controle sobre acesso, rotinas e ocorrências;

  • Redução de perdas e menor reincidência de incidentes;

  • Menos paradas e menor tempo de retomada após eventos;

  • Decisão mais rápida com evidências (imagens, registros e procedimentos);

  • Operação mais organizada entre segurança, facilities e O&M.


Conclusão: prevenção custa menos que a interrupção

Os principais riscos de segurança em fazendas solares não são apenas ameaças ao patrimônio; eles afetam diretamente a geração, a previsibilidade e o custo operacional. O caminho mais eficiente costuma ser combinar medidas simples e consistentes: desenho de risco, monitoramento CFTV bem aplicado, controle de acesso, pronta resposta e O&M estruturado para manter o site seguro e operável.


Se você gerencia uma operação solar (ou uma operação distribuída em áreas remotas) e quer reduzir vulnerabilidades sem burocratizar a rotina, vale buscar uma avaliação especializada para mapear riscos, priorizar ações e construir um plano realista de proteção e continuidade operacional.


 
 
 

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